27 de julho de 2016

Avaliação Nacional da Alfabetização será realizada de 14 e 25 de novembro deste ano

O Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (25) tornou pública a Portaria nº 410 de 22 de julho de 2016 a qual estabelece que a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) será realizada em 2016, no período de 14 e 25 de novembro.
A avaliação será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em regime de colaboração com as secretarias estaduais, municipais e distrital de educação em todas as escolas públicas urbanas e rurais que possuam pelo menos 10 estudantes matriculados em turmas regulares do 3º ano do Ensino Fundamental organizado no regime de nove anos.
A ANA tem como objetivos estimular a melhoria dos padrões de qualidade e equidade da educação brasileira; subsidiar a elaboração de políticas educacionais para o ciclo de alfabetização; aferir o nível de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa e alfabetização em Matemática dos estudantes ao final do 3º ano do Ensino Fundamental, por meio de testes de leitura, escrita e matemática; e produzir indicadores sobre o contexto em que se realiza o trabalho escolar.
A avaliação será aplicada em dois dias. No primeiro, serão aplicados os testes de Leitura, com uma hora de duração, e de Escrita, com 30 minutos de duração. No segundo dia, serão aplicados os testes de Matemática, com uma hora de duração.
Segundo a Portaria, a partir do dia 1º de outubro de 2016, as escolas participantes serão contatadas para agendamento da aplicação da ANA e os resultados preliminares da avaliação poderão ser acessados pelos diretores escolares em maio de 2017, por meio de sistema específico on-line, disponível no portal do Inep.
Acesse a publicação no Diário Oficial da União: http://goo.gl/iExi1t
Fonte: Undime

Inscrições para a segunda edição do Desafio Criativos da Escola estão abertas até dia 15 de outubro

Iniciativa do Instituto Alana procura reconhecer projetos de transformação protagonizados por crianças e adolescentes em todo o Brasil
Até o dia 15 de outubro, crianças e jovens que colocam em prática suas próprias ideias com o propósito de contribuir para a mudança da realidade podem inscrever seus projetos na segunda edição do Desafio Criativos da Escola. Os interessados podem enviar tanto projetos já finalizados quanto aqueles que ainda estejam em andamento até o período final de inscrições, pelo portal do Criativos da Escola (http://criativosdaescola.com.br/). O Desafio premiará as 10 iniciativas que mais se destacarem por seu protagonismo e impacto social com uma viagem para um destino surpresa no Brasil a ser anunciado, onde os grupos poderão trocar experiências e fortalecer suas projetos, além de prêmios em dinheiro para a escola e para os educadores responsáveis.
“Em 2015 recebemos 419 projetos de todo o país, e cinco deles foram selecionados como vencedores. A qualidade das histórias recebidas foi tão alta que, neste ano, decidimos ampliar para dez o número de projetos premiados - podendo, assim, dar reconhecimento e visibilidade para mais iniciativas”, explica Carolina Pasquali, diretora de comunicação do Instituto Alana e coordenadora do projeto.
Na primeira edição, em 2015, as cinco equipes com as histórias de transformação mais impactantes foram escolhidas e vieram para São Paulo, onde vivenciaram uma imersão e criaram a plataforma online “Eu sou Criativo” (acesse aqui). O site foi desenvolvido para mobilizar, inspirar e convocar outros jovens a transformarem suas realidades. Alunos e educadores também compartilharam os frutos das suas experiências em uma cerimônia no Itaú Cultural. 

Prova Brasil: resultados preliminares podem ser consultados pelas escolas‏

Os resultados preliminares da Prova Brasil 2015 já estão disponíveis exclusivamente para as escolas participantes. No período de 20 de julho a 5 de agosto, os gestores escolares podem conhecer os resultados e, caso desejem, poderão entrar com recurso.
A Prova Brasil 2015, que contemplou testes de leitura e de matemática, foi aplicada em novembro daquele ano, para 4,5 milhões de estudantes, da quarta série e quinto ano e da oitava série e nono ano, de 50 mil escolas de todo o país.
Casos – Escolas que se enquadram em pelo menos uma das situações a seguir não têm resultados preliminares: 1) Contar com menos de 20 alunos nas etapas avaliadas (quarta série e quinto ano ou oitava série e nono ano do ensino fundamental), conforme o Censo Escolar da Educação Básica de 2015; 2) escolas que não atingiram 80% de participação do público alvo na avaliação; 3) estabelecimentos de ensino multisseriados, particulares ou com ensino exclusivo para educação profissional ou para jovens e adultos (EJA).
Saeb – a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), mais conhecida como Prova Brasil, é censitária e faz parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O principal objetivo é aferir a qualidade da educação brasileira e contribuir para sua melhoria.
Como um todo, o Saeb é composto por três avaliações externas em larga escala. Além da Prova Brasil, é realizada a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), que abrange, de maneira amostral, estudantes das redes públicas e privadas do país, em áreas urbanas e rurais, matriculados na quarta série ou quinto ano e oitava série ou nono ano do ensino fundamental e no terceiro ano do ensino médio. Também faz parte do Saeb a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), que é censitária e contempla os estudantes do terceiro ano do ensino fundamental das escolas públicas.
Acesso para quem já possui senha em algum dos sistemas do Inep clique aqui
Acesso para aqueles que ainda vão fazer o cadastro aquiEndereço eletrônico (provabrasil.resultados@inep.gov.br) para pedir esclarecimentos e tirar dúvidas 

Fonte: INEP 

19 de julho de 2016

Rio Grande do Norte debate a Base Nacional Comum Curricular em seminário com a participação de 300 pessoas

Na última quinta (14) e sexta-feira (15) a Escola de Governo, localizada no Centro Administrativo do Estado do Rio Grande do Norte, em Natal (RN) foi sede do seminário que debateu a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O evento reuniu 300 participantes, entre professores da educação básica, estudantes do Ensino Médio, especialistas e representantes de instituições ligadas à educação no estado.
Segundo a coordenadora da Comissão Estadual de Mobilização da BNCC no estado, representante da Undime e professora da rede municipal de Natal, Andrea Carla Cunha, 70% do total de inscritos para o seminário são professores. "Nós fizemos os professores acreditarem que a Base pode ser uma realidade no nosso país", afirmou ela.
As atividades começaram com uma mesa redonda na qual participaram representantes do Ministério da Educação, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para falar sobre as expectativas da segunda versão da Base Nacional Comum Curricular. Em seguida, os participantes receberam orientações sobre como seriam os trabalhos em grupo e, logo depois, partiram para a parte prática de análise do documento. A intenção foi propor alterações, supressões e/ou acréscimos ao texto da segunda versão da Base.
Ainda na visão da representante da Undime na comissão de mobilização da BNCC no estado, o seminário é importante no sentido de fazer com que o professor consiga ver a sua importância no processo de construção desse documento. "Precisamos saber por onde caminhar, para onde, o que é necessário que as crianças aprendam. Precisamos entender de que forma podemos avançar", avaliou Andrea.
A Base representa os direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da educação básica e está prevista na lei que institui o Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/ 2014). De acordo com a legislação, o documento deve ser enviado ao Conselho Nacional de Educação após amplo processo de consulta pública. Na primeira versão, o documento recebeu 12 milhões de contribuições por meio do portal da Base, criado pelo Ministério da Educação (MEC). A segunda versão está sendo discutida nos seminários estaduais que acontecem entre os meses de junho e agosto.
Júlia Siqueira é integrante do Comitê Gestor, grupo formado por representantes do Consed e da Undime que assumiu a responsabilidade de organizar esta etapa de discussão da Base. De acordo com ela, "da primeira para a segunda versão já houve mudanças significativas. O que se está fazendo agora é um olhar mais apurado, de quem está lá na ponta, com os alunos em sala de aula. Esperamos de cada estado um relatório com os pontos de atenção para facilitar a escrita da terceira versão". O comitê gestor dessa etapa será responsável por sistematizar os relatórios estaduais e o distrital para enviar um documento único ao MEC.
A presidenta da Undime RN e Dirigente Municipal de Educação de Ipanguaçu (RN), município a 210 km distante da capital, Jeane Dantas, participou do seminário e ressaltou a importância do evento. "A Base é essencial para a equidade no brasil, mas também é uma ferramenta importante para os Projetos Políticos-Pedagógicos das escolas".
O seminário contou com ampla participação do segmento professores, mas na visão do estudante e represente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Mateus Freitas, ainda falta envolvimento dos estudantes no processo. Para ele, o assunto deve ser debatido nas escolas, seja por meio de assembleias ou reuniões para que a opinião dos estudantes também seja levada em consideração. Mateus aproveitou ainda para ressaltar que, para ele, a Base só será de fato aproveitada se as condições necessárias foram ofertadas. "A desigualdade educacional brasileira é grande e o documento da Base precisa ter uma estrutura adequada para suportar isso. Não há como aplicar os conhecimentos que estão propostos na Base sem ter um laboratório ou uma quadra para que os estudantes consigam explorar o que a base está sendo propondo", lembrou.
Fonte: Undime com a colaboração de Henrique Polidoro/UnB